PF abre inquérito para apurar discussão entre ministro do STF e advogado

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar se houve crime na discussão entre um advogado e o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, durante um voo de São Paulo para Brasília. O advogado disse para o ministro que o Supremo é uma vergonha. pic.twitter.com/PzM4ahjYet— BandNews TV (@TvBandnews) 5 de dezembro de 2018
Acioli foi conduzido à Superintendência Regional da PF do Distrito Federal, onde prestou depoimento, e foi liberado em seguida. Antes de esclarecer os fatos à autoridade policial, o advogado ficou retido por aproximadamente uma hora na aeronave, acompanhado de perto por um agente da PF. Em conversa telefônica com a reportagem ainda dentro do avião, o advogado, que é filho da subprocuradora-geral da República aposentada Helenita Amélia Gonçalves Caiado de Acioli, perguntou ao agente que o acompanhava o motivo de estar sendo mantido dentro dele. "Ele disse que eu não posso saber por que estou sendo retido", disse.
O advogado Fernando Assis Bontempo, vice-presidente da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal, acompanhou Acioli em seu depoimento. De acordo com ele, o advogado voltou a alegar que não teve a intenção de ofender o ministro ou o STF, mas de expressar sua opinião pessoal. O depoimento começou por volta das 15h e durou em torno de uma hora e meia.
Em nota, o gabinete do ministro Ricardo Lewandowski informou na noite de terça que o magistrado, ao "presenciar um ato de injúria" à Corte, "sentiu-se no dever funcional de proteger a instituição a que pertence, acionando a autoridade policial para que apurasse eventual prática de ato ilícito, nos termos da lei". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Brilhante os comentários de Augusto Nunes.— Mauro Negrisolli (@MsCMauro) 5 de dezembro de 2018
"Os Min. do STF não se dão o respeito, por isso não são respeitados. Eles desrespeitam a inteligência do povo brasileiros"#STFVergonhaNacional pic.twitter.com/6JfsVQH0Mz
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