Aumento de imposto deverá ser analisado pela Justiça do Maranhão
O projeto foi aprovado na última quarta-feira na Assembleia Legislativa, por aliados do governador comunista.
Logo após o resultado da votação no Plenário, o deputado Adriano Sarney anunciou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que deverá ser protocolada pelo Partido Verde (PV) assim que a matéria for publicada no Diário Oficial e sancionada pelo chefe do Executivo.
De acordo com Adriano Sarney, o projeto é inconstitucional, uma vez que trata de vários assuntos, no mesmo bojo, o que contraria texto da Constituição Federal.
“No mesmo projeto de lei, o governador trata de redução de alíquotas de impostos, isenção fiscal, juros de mora, criação de programas governamentais e revogação de benefícios fiscais. O que vai contra a Lei Complementar n.º 95. E aqui eu vou ao artigo 150 da Constituição Federal: ‘Sem prejuízos de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios: Parágrafo 4º: Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão relativos a impostos, taxas ou contribuições. Só poderá ser concedido mediante lei específica federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente (...)’. Aí está a palavra, ‘exclusivamente as matérias acima enumeradas’. Esse projeto é inconstitucional”, disse.
Adriano também falou do impacto negativo, para o contribuinte maranhense, com o aumento do imposto no estado.
“O governo comunista tem condições de fazer economia cortando gastos desnecessários e tornando a administração pública mais eficiente, mas optou pelo aumento de impostos, prejudicando a todos os maranhenses. Em quatro anos, este governo quebrou as finanças do Estado, dilapidou o fundo de previdência dos servidores públicos, desperdiçou mais de R$ 200 milhões em propaganda e comunicação, mas não aplicou em projetos de desenvolvimento e, agora, quer que o contribuinte, o povo maranhense, pague a conta da sua irresponsabilidade”, declarou.
Ação - Quem também anunciou ação na Justiça foi o deputado estadual Eduardo Braide (PMN).
O parlamentar gravou um vídeo para explicar a abstenção na votação da matéria e assegurou que buscará na Justiça, a nulidade da lei.

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