Globo é proibida de noticiar inquérito do assassinato de Marielle Franco
Na sentença, Kalil afirma que o "vazamento do conteúdo dos autos é deveras prejudicial, pois expõe dados pessoais das testemunhas, assim como prejudica o bom andamento das investigações, obstaculizando e retardando a elucidação dos crimes hediondos em análise".
Em editorial lido pela jornalista Elisabete Pacheco durante o Jornal GloboNews - Edição das 18h deste sábado (17), a TV Globo alegou que a proibição "fere a liberdade de imprensa e o direito do público se informar".
A vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram executados de forma brutal há oito meses, quando voltavam de uma palestra promovida pelo PSOL na Lapa, bairro na zona central do Rio de Janeiro.
O fato de ninguém ter sido preso pelo crime até agora foi alfinetado no extenso pronunciamento da emissora. Ele diz que a Globo "quer assegurar o direito do público de se informar sobre o que podem ser as falhas do inquérito, que em oito meses não conseguiu avançar na elucidação dos bárbaros assassinatos".
Nenhum comentário
Os comentários serão moderados antes de serem publicados.