STF segue entendimento da PGR e mantém prisão preventiva do ex-ministro Antonio Palocci
Prevaleceu o entendimento do relator do caso, ministro Edson Fachin, de que a prisão foi devidamente fundamentada.
A
possível concessão foi colocada em votação após o não conhecimento do HC
interposto pela defesa do político. A Corte julgou prejudicado o pedido
e não analisou o mérito, como defendeu a procuradora-geral da
República, Raquel Dodge, na sessão dessa quarta-feira (11).
Prevaleceu
o entendimento do relator do caso, ministro Edson Fachin, de que a
prisão foi devidamente fundamentada. Para Fachin, a alegação de excesso
de prazo da prisão preventiva não procede. Ele também destacou a
complexidade do caso. O voto foi seguido pelos ministros Alexandre de
Moraes, Roberto Barroso, Luiz Fux, Rosa Weber, Celso de Mello e Cármen
Lúcia.
Em sustentação oral, a procuradora-geral da República
ressaltou que a sentença que condenou o ex-ministro e manteve a prisão
cautelar levou à perda do objeto do habeas corpus requerido pela defesa.
Isso porque a ordem de prisão questionada foi substituída por outra
determinação com razões diferentes, para a manutenção da prisão
preventiva.
Sobre o mérito, Raquel Dodge posicionou-se pela
manutenção da prisão preventiva de Antonio Palocci, por entender que
ainda estão presentes os pressupostos que a autorizaram. Segundo a PGR,
dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) comprovam
movimentações financeiras após a prisão, com o objetivo de evitar a
aplicação da lei penal. Dodge salientou que as informações do Coaf
provam que “Palocci continuou adotando medidas para frustrar a total
recuperação dos valores auferidos com o cometimento dos crimes”.
Entenda
o caso – Preso desde setembro de 2016, Palocci foi condenado a 12 anos e
20 dias de reclusão em regimento inicialmente fechado por corrupção
passiva e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato. Na
sentença, a 13ª Vara Federal de Curitiba manteve a prisão preventiva do
político.

Nenhum comentário
Os comentários serão moderados antes de serem publicados.