Facebook muda política e permitirá que usuário apague dados

Antes da entrada em vigor de uma lei de proteção de dados da União Europeia em maio, a rede social adicionará um novo menu "Atalhos de privacidade" que permitirá que os usuários revisem e excluam o que foi compartilhado, além de recursos que permitem baixar os dados e movê-los para outro serviço.
"A semana passada mostrou o quanto ainda precisamos fazer para aplicar nossas políticas e ajudar as pessoas a entender como o Facebook funciona e as escolhas que elas têm sobre seus dados", afirmaram a vice-presidente e diretora de Privacidade, Erin Egan, e Ashlie Beringer, vice-presidente e vice-conselheira geral do Facebook, em um post no blog.
"Então, além dos anúncios de Mark na semana passada - reprimir o abuso da plataforma do Facebook, fortalecer nossas políticas e tornar mais fácil para as pessoas revogarem a capacidade dos aplicativos de usar seus dados - estamos dando mais passos nas próximas semanas para dar às pessoas mais controle sobre sua privacidade."
Para analistas ouvidos pela Reuters, as novidades apresentadas nesta quarta-feira parecem mais pequenos ajustes do que grandes mudanças, tornando a gestão de dados mais transparente em vez de alterar de fato a forma como a empresa faz negócios.
— Não parece que as mudanças que foram propostas sejam particularmente significativas — disse à Reuters Brian Wieser, analista do Pivotal Research Group. — Há vários problemas, e alguém precisa resolver operacionalmente o que o Facebook está fazendo para dar confiança de que os dados pessoais estejam protegidos.
As mudanças permitem que os usuários acrescente mais camadas de proteção, controlem o que eles compartilham e apaguem as informações se eles quiserem. Também será possível controlar os anúncios que eles veem e gerenciar quem vê seus posts e informações de perfil.
— A maior diferença é facilitar o acesso às configurações, o que cumpre a promessa de Mark Zuckerberg de fazer o processo de privacidade e permissões mais transparente aos usuários — resume à Reuters Michael Pachter, analista da Wedbush.
Ainda não se sabe se as mudanças vão satisfazer os legisladores.
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